{"id":30576,"date":"2024-08-21T18:27:54","date_gmt":"2024-08-21T21:27:54","guid":{"rendered":"https:\/\/dev.animativa.com\/pt-br\/blog\/jurassic-park-ficcao-ou-realidade\/"},"modified":"2024-11-04T15:15:01","modified_gmt":"2024-11-04T18:15:01","slug":"jurassic-park-ficcao-ou-realidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.animativa.com\/pt-br\/blog\/jurassic-park-ficcao-ou-realidade\/","title":{"rendered":"Jurassic Park: 100% fic\u00e7\u00e3o ou uma realidade poss\u00edvel?"},"content":{"rendered":"<p>\u201cSer\u00e1 que \u00e9 poss\u00edvel trazer os dinossauros de volta \u00e0 vida?\u201d. Toda pessoa que assistiu <a href=\"https:\/\/www.animativa.com\/pt-br\/blog\/jurassic-park\/\">Jurassic Park<\/a> pelo menos uma vez na vida com certeza j\u00e1 fez essa pergunta. No primeiro filme da franquia, um cientista consegue a proeza por meio de um inseto que continha DNA dos r\u00e9pteis extintos. Embora a premissa pare\u00e7a fact\u00edvel, aplic\u00e1-la na pr\u00e1tica \u00e9 um pouco mais complicado, como vamos ver a seguir.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\u00c9 Poss\u00edvel Clonar Dinossauros?<\/h2>\n<p>Quando certos tipos de plantas sofrem les\u00f5es, liberam um fluido espesso e nutritivo conhecido como seiva. Se essa seiva escorrer e capturar um animal, ou se um animal pousar sobre ela, ele pode ficar preso e acabar morrendo no local. Com o passar do tempo, a seiva passa por um processo chamado polimeriza\u00e7\u00e3o, endurecendo at\u00e9 se transformar em uma subst\u00e2ncia conhecida como \u00e2mbar. O \u00e2mbar, devido \u00e0 sua beleza, tornou-se uma mat\u00e9ria-prima valiosa para a cria\u00e7\u00e3o de objetos decorativos, o que aumentou significativamente seu valor comercial. Isso tamb\u00e9m levou ao contrabando de f\u00f3sseis preservados em \u00e2mbar.<\/p>\n<p>Para a ci\u00eancia, o \u00e2mbar que cont\u00e9m f\u00f3sseis tem um valor incalcul\u00e1vel, pois oferece uma janela \u00fanica para um passado remoto, datado de dezenas a centenas de milh\u00f5es de anos atr\u00e1s. Foi precisamente a descoberta de insetos preservados em \u00e2mbar que inspirou o escritor Michael Crichton a escrever Jurassic Park, a partir de uma premissa intrigante: e se encontr\u00e1ssemos um inseto de 66 milh\u00f5es de anos cuja \u00faltima refei\u00e7\u00e3o antes de ser preso pela seiva fosse o sangue de um dinossauro? E se os cientistas pudessem extrair material gen\u00e9tico dos dinossauros a partir desse sangue e, assim, clon\u00e1-los?<\/p>\n<p>Embora essa ideia fosse altamente especulativa, ela era fascinante e, na \u00e9poca, n\u00e3o havia pesquisas cient\u00edficas suficientes para descartar essa possibilidade. Muitos cientistas se empenharam em tentar extrair DNA de dinossauros a partir de seus f\u00f3sseis ou de insetos preservados em \u00e2mbar. Um exemplo not\u00e1vel \u00e9 Jack Horner, que, ap\u00f3s trabalhar no filme de Spielberg, recebeu uma bolsa da National Science Foundation para explorar essa possibilidade.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, as conclus\u00f5es obtidas por todos esses esfor\u00e7os foram bastante desanimadoras. A extin\u00e7\u00e3o dos dinossauros ainda \u00e9 um tema de debate cient\u00edfico, mas h\u00e1 um consenso de que ocorreu h\u00e1 aproximadamente 66 milh\u00f5es de anos, e acredita-se que o principal evento respons\u00e1vel foi a colis\u00e3o de um asteroide com a Terra, na Pen\u00ednsula de Yucat\u00e1n, no M\u00e9xico, onde hoje existe uma enorme cratera de mais de 25 mil quil\u00f4metros quadrados.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Obst\u00e1culo Temporal<\/h3>\n<p>O grande problema \u00e9 que a mol\u00e9cula de DNA se degrada com o tempo, mesmo quando preservada em \u00e2mbar. Pesquisas indicam que, a cada 521 anos, metade do DNA \u00e9 perdida. Isso significa que, em cerca de mil anos, restam apenas 25% do DNA original; ap\u00f3s 10 mil anos, n\u00e3o sobra mais do que 0,0001% do DNA. Portanto, imaginar a quantidade de DNA de dinossauro que poderia ser extra\u00edda de uma amostra de 66 milh\u00f5es de anos \u00e9 invi\u00e1vel. Esse plano, assim, mostrou-se impratic\u00e1vel.<\/p>\n<p>Horner n\u00e3o desistiu de sua obsess\u00e3o por recriar dinossauros. O paleont\u00f3logo voltou-se para uma nova estrat\u00e9gia: partir de um animal existente, evolutivamente pr\u00f3ximo dos dinossauros, como algumas aves, e, por meio de engenharia reversa, modific\u00e1-lo geneticamente para trazer de volta caracter\u00edsticas f\u00edsicas dos dinossauros.<\/p>\n<p>Isso \u00e9 poss\u00edvel porque, embora a evolu\u00e7\u00e3o tenha transformado as esp\u00e9cies ao longo do tempo, levando ao surgimento de novas formas de vida, essas mudan\u00e7as nem sempre ocorreram pela perda de genes, mas muitas vezes pela sua inativa\u00e7\u00e3o. Existem animais que ainda possuem genes inativos que remontam a milh\u00f5es de anos. Em 2006, por exemplo, cientistas conseguiram ativar genes em uma esp\u00e9cie de galinha que fizeram com que ela desenvolvesse dentes.<\/p>\n<p>No entanto, embora existam genes ancestrais em esp\u00e9cies atuais, muitos deles n\u00e3o est\u00e3o mais presentes. Al\u00e9m disso, a ativa\u00e7\u00e3o desses genes pode afetar todo o organismo do animal, tornando sua vida invi\u00e1vel, como foi o caso da galinha.<\/p>\n<p>At\u00e9 agora, todas as tentativas de recriar um dinossauro em laborat\u00f3rio n\u00e3o tiveram sucesso. E, ao assistir aos filmes e considerar os poss\u00edveis problemas ecol\u00f3gicos e \u00e9ticos envolvidos na recria\u00e7\u00e3o de animais extintos, essa impossibilidade at\u00e9 traz certo al\u00edvio. Felizmente, temos a fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, que nos permite ignorar certas barreiras cient\u00edficas e tecnol\u00f3gicas, abrindo espa\u00e7o para a imagina\u00e7\u00e3o e permitindo que vejamos essas criaturas nas telas do cinema.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Fic\u00e7\u00e3o x Realidade<\/h2>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"555\" src=\"https:\/\/www.animativa.com\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/jurassicpark-1024x555.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-14782\" title=\"\" \/><\/figure>\n<p>Apesar da consultoria de Horner, nem tudo nos filmes \u00e9 cientificamente correto, seja pela falta de conhecimento na \u00e9poca, seja por escolhas art\u00edsticas. Um primeiro problema apontado por divulgadores de ci\u00eancia e paleont\u00f3logos est\u00e1 no pr\u00f3prio t\u00edtulo. Os dinossauros habitaram a Terra durante a Era Mesozoica, mais especificamente nos per\u00edodos Jur\u00e1ssico (de 201 a 145 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s) e Cret\u00e1ceo (de 145 a 65 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s). No entanto, muitos dos dinossauros representados no filme n\u00e3o viveram durante o per\u00edodo Jur\u00e1ssico. Enquanto o braquiossauro, o estegossauro e o dilofossauro realmente existiram durante o Jur\u00e1ssico, outros, como o tiranossauro, o tricer\u00e1tops e o velociraptor, surgiram apenas no Cret\u00e1ceo. Talvez Mesozoic Park fosse um t\u00edtulo mais acurado, embora bem menos cativante e comercial.<\/p>\n<p>Outra discrep\u00e2ncia est\u00e1 no dilofossauro, aquele simp\u00e1tico dinossauro que abre uma esp\u00e9cie de colar ao redor do pesco\u00e7o, semelhante ao lagarto-de-gola, e cospe veneno, causando a morte de um personagem no filme. N\u00e3o h\u00e1, at\u00e9 hoje, nenhuma evid\u00eancia que sustente essas caracter\u00edsticas. Al\u00e9m disso, estudos indicam que o dilofossauro n\u00e3o era pequeno como mostrado no filme, mas sim um predador perigoso e um dos maiores animais terrestres da Am\u00e9rica do Norte no in\u00edcio do per\u00edodo Jur\u00e1ssico.<\/p>\n<p>Outro dinossauro que n\u00e3o foi retratado com precis\u00e3o \u00e9 o velociraptor. Embora fosse extremamente feroz e r\u00e1pido, como um leopardo, esse dinossauro era muito menor do que suas representa\u00e7\u00f5es cinematogr\u00e1ficas sugerem. Registros f\u00f3sseis indicam que esse carn\u00edvoro mal chegava a um metro de altura, sendo mais baixo do que a cintura de um adulto.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, suas patas dianteiras n\u00e3o eram voltadas para baixo, em formato de gancho, como geralmente \u00e9 mostrado. Evid\u00eancias apontam que as m\u00e3os dos ter\u00f3podes (grupo que inclui os velociraptores) eram voltadas para dentro, como se estivessem sempre prestes a aplaudir. Estudos mais recentes de diversos f\u00f3sseis encontrados nas \u00faltimas d\u00e9cadas levaram os paleont\u00f3logos a concluir que muitos dinossauros provavelmente tinham penas, assim como as aves modernas.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Dinossauros Entre N\u00f3s!<\/h2>\n<p>Se ainda n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel trazer os dinossauros de volta para o nosso mundo, pelo menos nossa <a href=\"https:\/\/loja.animativa.com\/?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=blog2store&amp;utm_content=tudo-sobre-jurassic-park\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">nova loja on-line<\/a> eles s\u00e3o realidade!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cSer\u00e1 que \u00e9 poss\u00edvel trazer os dinossauros de volta \u00e0 vida?\u201d. Toda pessoa que assistiu Jurassic Park pelo menos uma vez na vida com certeza j\u00e1 fez essa pergunta. 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